terça-feira, 31 de julho de 2007

Pergunta do dia:

Por que, para a esquerda, "Fora FHC" é democracia, e "Fora Lula" é golpe?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

ACM (in memoriam)

ACM NO OUTRO MUNDO
Miguezim de Princesa
(Codinome de um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal)

I
Numa sessão em Angola,
O meu amigo Raimundo
Recebeu alma penada
Que num contar bem profundo
Narrou a fundo a chegada
De ACM no outro mundo.

II
Todo vestido de branco,
Pois já tinha trocado o terno,
ACM se postou
Na entrada do inferno
Para onde foi direto
A mando do Pai Eterno.

III
Carregando água de cheiro,
Viu-se um cordão de baianas
Esperando o grande líder
Numa comitiva bacana
Com mais de 100 deputados
E um cão comendo bananas.

IV
Apareceu Lúcifer:
Com um chicote na mão
E a cara muito amarrada,
Foi logo dizendo, então,
Que entre o babalaô,
Hoje tem reunião.

V
Duma grande mesa de ferro
Já foram se aproximando.
Na cabeceira da mesa,
ACM foi sentando;
Lúcifer deu um pinote
E começou protestando:

VI
- Aqui, quem manda sou eu,
Eu sou o rei da folia!
Pra comer acarajé
Tem de pedir à minha tia.
Já falei pra Juraci
Que aqui não é a Bahia!

VII
ACM não falou
Durante a reunião,
Fingiu concordar com tudo
Que viu na resolução,D
isse: “Tou com Lúcifer,
Vou apertar sua mão”.

VIII
Junto com seis senadores
Começou a passear,
A cumprimentar o povo
Que encontrou no lugar,
Nas esquinas do Inferno
Desandou a discursar.

IX
Lúcifer tava dormindo,
Acordou de supetão,
Pela brecha da janela
Viu muita aglomeração
E ao redor de ACM
Toda espécie de cão.

X
“O Inferno está sem graça”;
“Queremos animação”;
“Lúcifer é um moleza,
Não rouba nem tem ação”
- assim pediam nas faixas
Do diabo a deposição.

XI
Lúcifer inda propôs
Dois turnos de eleição,
ACM fincou pé
Que não aceitava, não,
Pois a vontade do povo
Pedia deposição.

XII
Lúcifer sai correndo,
Pulou um grande portão,
do outro lado
Seu amigo Lampião.
Disse: “O homem tá com a gota,
Quer fazer revolução!”

XIII
- A hora é de resistir –
Exclamou Chico Pinguelo.
- Vamos botar pra feder –A
nimou-se João Tranguelo.
- ACM hoje vai ver
Como se come farelo!

XIV
Aí, começou uma guerra
(Cacete de cão com cão):
A turma de ACM
Deitou abaixo o portão,
Tinha até uma quitandeira
Com uma vassoura na mão.

XV
No exército de ACM
Se viam até generais;
Lúcifer tinha cangaceiros
Que não acabavam mais
Pra defender o portão,
Reduto de Satanás.

XVI
O grande Lucas da Feira
Se agarrou com Pinochet,
Arrancou o seu bigode
Com uma agulha de crochê,
Deu uma facada em Videla,
Botou Médici pra correr.

XVII
O Cão-Coxo de um pinote
Uma tora de pau pegou,
Zuniu a tora no vento
Chega a direção mudou,
Meteu em Garrastazu,
A tora pegou no sul
Que o norte sentiu a dor.

XVIII
ACM quase morre
Na volta de Cão-Ligeiro,
Escapou manco de uma perna
Por dentro do marmeleiro,
Escoltado por uma diaba
Com um pau de bater tempero.

XIX
Corisco acertou um tiro
No general Golbery;
Castelo Branco, com medo,
Começou fazer xixi;
Lampião disse só falta
Do nosso lado Waldir.

XX
Apareceu Costa e Silva,
Sem saber por quem lutava;
Ernesto Geisel num canto
Com Figueiredo falava,
Enquanto o Cabeça Branca
Na capoeira escapava.

XXI
Se mandou em retirada,
Pegou o caminho do Céu,
Deu um esbregue em São Pedro,
Uma bicuda em São Miguel
E ainda pirraçou
O arcanjo Gabriel.

XXII
Na porta do paraíso
Quando ACM chegou,
Ofegante e agitado,
A santidade esnobou
E disse para São Pedro:
- Não falo com assessor

XXIII
Mandaram chamar Jesus
(Quem chamou foi São Tomé),
ACM se exaltou,Fez o maior rapapé:
- Eu só falo é com o pai dele,
Daqui não arredo pé!

XXIV
Jesus Cristo então pediu
O parecer de Maria.
Ela pensou direitinho
Enquanto o Inferno ardia:
- Se o Inferno não agüenta,
Se aqui ele não entra,
Só voltando pra Bahia.

Fonte: Claudio Humberto

domingo, 29 de julho de 2007

So what, Foucault?

Olha os filipinos (!) dando uma lição aos brasileiros sobre como não deixar os presos ociosos, e nem submetê-los a tratamento cruel, desumano ou degradante no Centro de Detenção e Reabilitação da Província de Cebu.








Haverá quem diga: Saber dança Thriller vai ressocializá-los?

Talvez sim, talvez não. Eles já não fazem nada mesmo (no Brasil, alguns enrolam com um arremedo de artesanato e costura de bolas de futebol). Eu sempre defendi nas aulas de criminologia e Execuções Penais que essa presunção geral de que a função precípua da pena é ressocializar é uma baboseira. Significa que, no fim, se o sujeito voltasse ao crime a culpa seria da sociedade, e não do livre-arbítrio dele: "Meu Deus, o que fizemos de errado?". Acho que a a lei brasileira deveria considerar a hipótese da irrecuperabilidade de alguns (talvez muitos) criminosos.

Eu acho que as vantagens de Thriller são inúmeras: enquanto estão ensaiando eles não se esfaqueiam, não cavam túneis, não comandam quadrilhas do lado de fora e não ficam bolando lamúrias para as Comissões de Direitos Humanos e Pastorais Carcerárias. Ou seja, efeito criminógeno perto do zero (ao menos enquanto dançarem Queen e Michael Jackson).

Será que ia dar certo no Brasil? Sei não. A experiência me diz que o script - possivelmente bolado por algum sociólogo ou assistente social - ia ser de um rap se lamentando da pobreza que determina ao crime e reclamando da polícia, "raça do caralho". Ia terminar no "Bonde do Colchão Queimado", com o grand finale da Unidos da Tropa de Choque

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ame-me ou deixe-nos

Chávez expulsará estrangeiros que o chamarem de tirano

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou hoje a expulsão dos estrangeiros que "denigram" seu governo ou o chamem de "tirano". "Nenhum estrangeiro pode vir aqui atacar-nos. O que vier será expulso, pois isso é algo que não se pode permitir, é questão de dignidade nacional", disse Chávez em seu programa Alô Presidente. "Falo de senhores que vêm dar conferências, pagas, e pela TV dizem que estamos em uma ditadura e Chávez é um tirano. A Venezuela tem de se dar o respeito."

presidente da Venezuela também rejeitou hoje a reeleição indefinida para governadores e prefeitos e afirmou que seu projeto de reforma constitucional inclui apenas a reeleição indefinida para presidente. Ontem, Chávez garantiu que a propriedade privada será mantida na Venezuela, mesmo se for instalado um sistema de economia socialista no país.

Pois é, né? Vale dizer "Eu já sabia!"?

domingo, 15 de julho de 2007

Como ser abduzido em 10 livros

Houve um tempo – e este tempo ainda alcançou este Caxassa Filosofal, podem checar o Arquivão – em que este escriba era parte daquilo que se podia denominar “de esquerda”: Achava que o socialismo era a melhor alternativa ao capitalismo, defendia Lula, o PT e o PC do B; era contra as privatizações, a ALCA e os Estados Unidos; acreditava que tudo é relativo; entendia o terrorismo islâmico como uma reação às injustiças ocidentais, e areligião cristã, anacrônica; militava no movimento estudantil, ia para passeatas, planejava, gritava slogans.

De uns dois anos para cá, houve uma mudança sensível e radical: Passei a defender a liberdade econômica, a necessidade da preservação da cultura Ocidental, a importância da desregulamentação e da diminuição do estado; crítico ferrenho da estratégia de poder do PT; me tornei opositor do aborto, do desarmamento, do globalismo da ONU, do relativismo moral politicamente correto e da deturpação histórica que transformou o homem cristão ocidental no vilão da humanidade. Não foi simplesmente uma

Este processo não foi rápido e irrefletido. Em verdade, ainda não terminou. Envolveu um processo de estudo e pesquisa individual onde tive que reconhecer que muitas das convicções que eu tinha estavam, no mínimo, equivocadas.

Eu sempre gostei de discussões, especialmente nas mesas de bares, com meus amigos e colegas. Mas, no curso deste processo, algumas discussões terminaram azedas. A razão, para isso, creio, é que as minhas opiniões atuais estão tão distantes do usual – visto que não se trata somente de ser contra ou a favor do PT – que o choque é inevitável. Ademais, vivemos uma unidade de pensamento de fato, e qualquer opinião dissonante do senso comum é incompreendida, na maioria das vezes (há, claro, quem entenda, mas discorde).

Pensei, inicialmente, em escrever um post explicativo dos raciocínios-chave, pois muitos amigos ainda se assustam com esse "novo eu". Matutando, posteriormente, vi que ia ser um empreendimento longo e cansativo – mais que o habitual – algo impróprio para um Blog.

Assim, me limitarei a indicar os livros que eu li, os dez mais importantes, neste processo de “endireitamento”. Assim, quem quiser pode ter o “caminho das pedras” para compreender a razão de ser de determinadas tomadas de posição minhas. Alguns estão disponíveis online, outros à venda. Pus os links de onde encontrar estes livros, caso alguém se interesse.

1. A NOVA ERA E A REVOLUÇÃO CULTURAL: Esse livro foi o meu verdadeiro “divisor de águas”. Nesta obra, de 1994, o filósofo Olavo de Carvalho destrincha o pensamento e a estratégia de poder delineada por Antônio Gramsci, e o alcance hegemônico que esta estratégia alcançou no cenário cultural e jornalístico brasileiro. Um livro surpreendente e, tendo em conta a data dele, profético em relação às estripulias do PT. Disponível aqui.

2. COMO VENCER UM DEBATE SEM TER RAZÃO: Este manual de Arthur Schopenhauer é, na definição do autor, um antídoto contra a patifaria intelectual sofista, que transforma mentiras em verdades, fatos em versões e versões em fatos. Me ajudou a aprender a ler nas entrelinhas na imprensa e na literatura, e a separar o joio do trigo, além de ensinar a não cair em armadilhas argumentativas – muitas vezes inconscientes – que desviam o foco e o rumo das discussões. Livro indispensável. Versões disponíveis aqui e aqui

3. O DECLÍNIO DA CULTURA OCIDENTAL: Allan Bloom, cientista político, filósofo e ensaísta americano, demonstra como o relativismo, o niilismo e o ocidentalismo tomaram conta da Universidade, e como os valores tradicionais sobre os quais a própria civilização ocidental se edificou e se sustenta têm sido desprezados pelas novas gerações, e adianta as conseqüências deste processo. Apesar de ter sido escrito com base nas universidade americanas, suas descrições parecem feitas para a universidade brasileira. Disponível aqui.

4. A REBELIÃO DAS MASSAS: O filósofo espanhol José Ortega y Gasset escreveu este livro – na verdade uma condensação de ensaios - no final dos anos 20, e anunciou o advento do homem-massa, o “señorito satisfecho”, um garoto mimado que desfruta das conquistas históricas da civilização sem se sentir na obrigação de cumprir com os deveres desta mesma civilização. O advento do homem médio – principalmente o de nível acadêmico superior, mais especialista mas mais inculto que nunca – ao poder, e o nivelamento da cultura a este homem médio, que “acredita que a civilização está aí, simplesmente, como a crosta terrestre e a selva primigênea”, acarretará, basicamente, com a destruição desta civilização. O melhor é que seja lido antes do livro de Allan Bloom, pois se complementam. Disponível aqui.

5. IGUALDADE SOCIAL E LIBERDADE POLÍTICA: Alexis de Tocqueville foi provavelmente o melhor pensador francês do século XIX. Analisando a Democracia nos EUA, produziu extensa obra – entre livros, discursos e correspondências – cujos enxertos se encontram neste livro. Através de Tocqueville tomamos a consciência de que a democracia não é a ditadura do 50%+1, e que mesmo a democracia tem limites, sem o que há que se tornar somente uma ditadura das maiorias. Disponível aqui.

6. O CAMINHO DA SERVIDÃO: Neste livro, o economista austríaco Friedrich Hayek, prêmio Nobel de Economia em 1974, demonstra o buraco sem fundo da interferência estatal na economia. Um libelo contra o Keynesianismo, que crê na benemerência estatal, mas consegue tão-somente fragilizar a agilidade e o vigor do sistema capitalista, beneficiando poucos em detrimento de muitos e pavimentando a estrada para o totalitarismo. Disponível aqui, aqui e uma versão condensada aqui e aqui.

7. CAPITALISMO E LIBERDADE: Este livro é uma verdadeira obra prima do economista americano (e também prêmio Nobel, em 1976) Milton Friedman. Explica o funcionamento do sistema capitalista, e demonstra por que o único caminho para aliar crescimento econômico, desenvolvimento humano e democracia é através do liberalismo. Friedman logra explicar como o protecionismo e excesso de leis “protetivas” acabam por piorar a situação dos protegidos a médio e longo prazo, e também como somente o Capitalismo pode coexistir com as liberdades civis. Muito interessante, ainda, é a explicação de Friedman para a crise de 1929, que contraria o senso comum que aprendemos na escola sobre ela. Disponível aqui.

8. PSICOLOGIA DO SUBDESENVOLVIMENTO: Embaixador aposentado, José Osvaldo de Meira Penna é um dos mais vibrantes pensadores brasileiros ainda na atividade. Este livro, escrito no início dos anos 70, traça uma bem humorada perspectiva da psique nacional, apontando os fatores culturais com os quais o Brasil e os brasileiros jamais superarão o subdesenvolvimento. Disponível na biblioteca da UESC. Outros livros de Meira Penna, aqui e aqui

9. O MANUAL DO PERFEITO IDIOTA LATINO-AMERICANO: Uma obra absolutamente indispensável, divertida e maravilhosa. O “trio parada dura” Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Alvaro Vargas Llosa destrincham e aniquilam sem piedade todos os clichês e argumentos da esquerda – e de parte da direita – latino americana (vitimista, antiliberal, estatólatra, ressentida) de que somos pobres por que a Europa é rica, e que o caminho da América Latina está nos salvadores da pátria que periodicamente sobem ao poder. Disponível aqui e aqui.

10. A OBSESSÃO ANTIAMERICANA: Jean-François Revel, filósofo francês (que, junto com Alain Peyrefitte, ajudou a salvar a cara da filosofia francesa do século XX, marcada pelos Sartrezinhos e Foucaulzinhos) demonstra, neste livro, como a maior nação democrática da história é, paradoxalmente, a mais odiada. Ele analisa a gênese do antiamericanismo, e a sua amplitude. Disponível aqui e aqui.

No mais, continuo lendo.......

terça-feira, 10 de julho de 2007

A presepada do aquecimento global

Já dizia o saudoso Nelson Rodrigues: Toda unanimidade é burra.

Eu sempre torci o nariz para essa história de aquecimento global. Acreditava ser megalomania essa idéia de que uns 200 anos de atividade industrial pudessem afetar significativamente a temperatura.

Mas o fato é que a "Culpa-Humana-pelo-Aquecimento-Global" transformou-se em religião. Duvidar, por exemplo, que os automóveis poluam mais que vulcões, ou que as indústrias aqueçam o planeta mais que o Sol tornou-se heresia. Lembrar que nem o IPCC ousou afirmar categoricamente - ele somente sugere - a culpa humana no aquecimento? pfff... Quer coisa pior do que acreditar que a Terra sempre se aqueceu e se resfriou periodicamente, e que isso não iria mudar só por que nós chegamos aqui? Ou que esse processo de aquecimento-resfriamento independe de qualquer coisa que o ser humano possa fazer?

As reações, quando você se manifesta desta maneira, variam da incredulidade à complacência: "Perdoa-o, Gore, ele não sabe o que diz"....

Olavo de Carvalho levantou uma questão interessante: Como pode uma "Verdade Inconveniente" converter-se em dogma de fé em tão pouco tempo?

Postarei a partir do Youtube um documentário que, com certeza, jamais passará na TV brasileira. Não enquanto as conjecturas sobre o Mundo de Valentina estiverem em voga. Ele se chama "The Global Warming Swindle", ou "A farsa do Aquecimento Global", e mostra que o aquecimento, de fato está aí, mas não será catastrófico como se diz, e nem a culpa dele é do homem. O documentário, também, demonstra como o aquecimento global tornou-se um mantra, e as consequências econômicas e sociais dessa fé exagerada em cientistas, na ONU e no Al Gore.

O documentário foi legendado em português por um esforço conjunto dos membros da comunidade Olavo de carvalho no Orkut. Está dividido em 9 partes. (se não tiver paciência role até lá embaixo para ler os outros posts do Caxassa).

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7


Parte 8


Parte 9

domingo, 8 de julho de 2007

Relaxa e Reza

Marta: "propulsor da vitória do Cristo foi Lula"


""Sem dúvida, o propulsor da nossa vitória foi o presidente Lula, com sua visita ao Cristo. Naquele momento, os brasileiros se deram conta da importância que o presidente estava dando à eleição do Cristo para o incremento do turismo brasileiro", disse Marta, por meio de comunicado."


Essa Marta é gozada, não é?

Welcome to the Jungle



"No Pan, nós apoiamos o Brasil. Somos nacionalistas, pô. Com a Venezuela é só uma simpatia política", enfatiza Santana, entrando no clima patriótico que o evento que começa na sexta-feira incentiva.


Solidário aos nacionalismos alheios, Santana vende broches com bandeiras do país vizinho e a frase "Viva a Venezuela Bolivariana". No seu mostruário, tem camisetas pró-Palestina, outras de ataque aos "imperialistas ianque" e outras em defesa do povo iraquiano."




Ru-Ru-Rá-Rá